Outro dia, assistindo aos jogos da Copa do Mundo de Clubes, fiquei pensando em como o futebol reflete muito do que vivemos nos negócios. Para quem não acompanhou, nessa edição tivemos quatro times brasileiros participando: Flamengo, Fluminense, Palmeiras e Botafogo. E algo chamou a atenção de todos: o Brasil se uniu.
Torcedores de times rivais, que brigam o ano inteiro aqui dentro, estavam lá, juntos, torcendo contra os gigantes europeus. E não era pra menos. Do outro lado do campo estavam times com orçamentos 5, 10, até 20 vezes maiores. Times que têm dinheiro pra comprar qualquer craque do mundo.
A pergunta é: dá pra competir quando o dinheiro compra os melhores?
Olhando de fora, parece impossível. Mas aí vem a surpresa: todos os times brasileiros passaram de fase. Com orçamentos muito menores, eles superaram adversários riquíssimos que ficaram pelo caminho. E isso nos traz uma lição poderosa para quem tem uma pequena ou média empresa no agro.
O agro é o verdadeiro campo de batalha
Sempre me perguntam: “Francis, dá pra minha empresa competir com as gigantes multinacionais?”
Minha resposta é simples: sim, dá.
Mas como?
Os times brasileiros nos ensinaram. Eles criaram pertencimento. Fizeram com que a torcida, o cliente no seu caso, se sentisse parte do projeto. Houve emoção, houve verdade, houve conexão.
No agro não é diferente. As multinacionais têm milhões em orçamento de marketing, mídia, eventos gigantescos, influenciadores nacionais. Mas a maioria delas não tem o que você tem:
- Presença real.
- Olhar no olho do cliente.
- Conhecimento do mercado local.
- A alma do negócio.
E, assim como o futebol, no agro nem sempre ganha quem tem mais dinheiro. Ganha quem tem mais torcida. Quem coloca o cliente no centro. Quem faz o produtor rural se sentir parte da marca.
O segredo: humanizar sua marca
Eu rodo o Brasil todo, converso com pequenos e médios empresários do agro todos os meses. E sempre digo:
Coloque a sua cara no seu negócio. Vá pro campo de guerra. Vá pra batalha.
Enquanto as multinacionais investem milhões em campanhas globais, você pode:
- Investir em rádio local.
- Participar dos eventos da região.
- Colocar placas e outdoors onde o produtor realmente passa.
- Visitar o cliente, olhar no olho, tomar um café.
- Produzir conteúdo mostrando a realidade do campo, da sua empresa, dos seus colaboradores.
Essas ações criam pertencimento. Criam torcida. Fazem do cliente um torcedor fiel, disposto a te defender e a comprar de você mesmo quando o concorrente parece mais forte.
Um país do tamanho de um continente
O Brasil é gigante. Cada região tem sua realidade, sua cultura, seu jeito de fazer agro. As multinacionais têm dificuldade de entender essas diferenças. Mas você, pequeno ou médio empresário do agro, está lá todo dia. Você sente a terra, sente o cheiro da lavoura, sabe quando vai chover, sabe a hora de plantar. E isso ninguém compra. Isso é construção.
O que eu quero te dizer com esse artigo?
Se os times brasileiros, com orçamentos infinitamente menores, conseguem chegar longe na Copa do Mundo de Clubes, porque entenderam a força do coletivo, do pertencimento, do propósito…
Você também pode.
Basta fazer o cliente se sentir parte do seu projeto. Humanizar sua marca. Mostrar quem você é, porque faz o que faz e como entrega valor de verdade pra ele.
Porque, no final das contas, como sempre digo nas minhas palestras:
“As grandes empresas têm dinheiro. Mas as pequenas têm alma. E alma, meu amigo, ganha jogo.”
Se esse artigo fez sentido pra você, compartilhe com seus colegas de empresa ou marque alguém que precisa ler essa reflexão hoje. E se quiser trocar ideias sobre como ativar sua marca no agro de forma humana e estratégica, é só me chamar. Vamos juntos construir histórias que transformam o nosso setor.
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