A defesa dos produtores Rodrigo Piccinini e Diego Sichocki, por meio de nota enviada à imprensa, afirmou que ainda não houve intimação formal acerca da conclusão do inquérito policial que investiga um suposto esquema de fraude no setor de grãos nos municípios de Água Boa e Ribeirão Cascalheira.
Conforme apurou o site Olhar Alerta, o caso ganhou repercussão após a Polícia Civil indiciar os produtores por uma suposta fraude estimada em R$ 9 milhões, envolvendo a comercialização de soja. De acordo com as informações divulgadas pela investigação, haveria indícios de prejuízo à empresa Petrovina Sementes, que recorreu à Justiça e ingressou com ação de busca e apreensão de grãos. Os produtores negam qualquer prática ilegal.
Por meio de nota, os advogados da banca GMB Advogados esclareceram que todas as imputações serão analisadas e respondidas nos autos próprios, sob o rigor do contraditório e da ampla defesa, conforme prevê a legislação vigente.
Segundo a defesa, a atuação dos produtores sempre ocorreu de forma regular, sem ilegalidades ou má-fé. Os advogados sustentam que a situação investigada tem natureza estritamente comercial e decorre de dificuldades climáticas severas, que impactaram a produção, afetaram cronogramas logísticos e comprometeram o cumprimento integral de contratos.
Ainda conforme a nota, diante das perdas na colheita, os produtores buscaram uma solução negociada junto à Petrovina Sementes, mas não houve acordo, em razão da ausência de flexibilidade comercial por parte da empresa.
Em relação à ação de busca e apreensão, a defesa afirma que a não localização da quantidade de soja pretendida comprova uma colheita deficitária, e não qualquer desvio irregular. Também destaca que, no mesmo processo, foram apreendidos grãos pertencentes a outros credores, oriundos de propriedades distintas, cuja liberação teria sido recusada, o que, segundo os advogados, reforça a complexidade do impasse.
Por fim, os advogados informam que Rodrigo Piccinini e Diego Sichocki seguem colaborando com as autoridades competentes e permanecem à disposição para o esclarecimento dos fatos, confiantes na demonstração da improcedência das acusações.
Veja a nota na íntegra
“Em atenção às recentes matérias jornalísticas publicadas acerca de um suposto esquema de fraude no setor de grãos, os Srs. Rodrigo Piccinini e Diego Sichocki, por intermédio de seus advogados, integrantes da banca GMB Advogados, esclarecem que, até o presente momento, não foram formalmente intimados acerca da conclusão do referido inquérito policial.
É fundamental registrar que todos os fatos serão devidamente esclarecidos e as imputações respondidas de forma tempestiva nos autos próprios, sob o rigoroso crivo do contraditório e da ampla defesa, nos termos da legislação vigente.
Cumpre ressaltar, ainda, que a atuação dos profissionais jamais se pautou por ilegalidades ou má-fé. A situação fática em discussão é estritamente de natureza comercial e decorre de severas dificuldades climáticas que impactaram significativamente o setor produtivo, comprometendo cronogramas logísticos e o cumprimento integral de contratos.
Diante dessas adversidades, os produtores buscaram ativamente uma solução negociada junto à empresa Petrovina Sementes, contudo, a composição não foi alcançada em razão da ausência de flexibilidade na negociação comercial por parte da sementeira.
Ademais, no âmbito da ação de busca e apreensão movida pela empresa, a impossibilidade de localizar a quantidade de soja pretendida comprova, precisamente, a ocorrência de uma colheita deficitária, e não qualquer desvio irregular de produto.
No mesmo processo, foram apreendidos grãos de titularidade de outros credores, oriundos de propriedades diversas, tendo havido recusa injustificada na liberação desses produtos, o que evidencia a complexidade e a inequívoca natureza comercial do impasse.
Por fim, a defesa reafirma que Rodrigo Piccinini e Diego Sichocki seguem colaborando integralmente com as autoridades competentes e permanecem à disposição para a solução da controvérsia, confiantes na plena demonstração da improcedência das acusações.”

