Indústria de etanol de milho em Canarana está em fase de ajustes finais e atingirá capacidade total de produção em seis meses
A diretoria técnica da Alvorada Bioenergia, primeira biorrefinaria de etanol de milho do Araguaia mato-grossense, reuniu-se hoje (4) com a imprensa de Canarana para troca de informações. Em pauta, o status da indústria e informações atualizadas sobre os impactos da operação.
A biorrefinaria tem capacidade para processar cerca de 525 mil toneladas de milho por ano, produzindo 222 milhões de litros de etanol (anidro e hidratado) e 157 mil toneladas de farelo DDGS. A unidade fabricará também 8 mil toneladas de óleo bruto de milho e 84.000 MWh de energia para autossuficiência.
Atualmente, há duas queixas feitas pela população derivadas deste período de ajustes técnicos. Uma delas é sobre o barulho emitido pelas caldeiras e a outra é sobre o surgimento de odor derivado da fermentação de cavacos de madeira usados nas caldeiras.
De acordo com o gerente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da empresa, Charles Gerhardt, a incidência do odor mais forte foi pontual e está sendo resolvido.
“Usamos biomassa de eucalipto para a queima nas caldeiras. Devido a chuvas fortes, uma parte dessa madeira fermentou e entrou em combustão, gerando um forte odor. Controlamos a queima e investimos na cobertura do estoque para evitarmos que a situação se repita”, explicou Gerhardt.
Já o barulho será sanado assim que a indústria atingir a capacidade plena de operação. A previsão é de que isso ocorra em seis meses. Até lá, um ruído mais alto pode ocorrer em alguns momentos ao longo desse período.
“A emissão do som mais alto ocorre quando não conseguimos aproveitar na totalidade o vapor de água. Esse vapor se acumula e, ao sair, emite o ruído mais forte. Hoje, operamos em 60% da capacidade. Em seis meses, chegaremos à produção plena e o ruído reduzirá”, informou Rudinei Teixeira, gerente regional da empresa em Canarana.
A Alvorada Bioenergia tem acompanhado as ocorrências e está adotando medidas técnicas para reduzir o impacto, à medida que a operação vai sendo ajustada e estabilizada. A biorrefinaria trabalha hoje com todas as licenças e autorizações necessárias exigidas pela legislação brasileira.
Fonte: assessoria

