Reconhecida como a Capital Mundial do Gergelim, Canarana segue como um dos principais polos de produção da oleaginosa em Mato Grosso, acompanhando a forte expansão da cultura no Estado e consolidando sua importância para o agronegócio da região do Araguaia.
A produção do grão segue em crescimento, impulsionada pela abertura do mercado internacional e pela adaptação da cultura às condições climáticas do Estado. Na safra 2024/2025, Mato Grosso produziu 288,9 mil toneladas, um aumento de 17,3% em relação ao ciclo anterior, quando foram registradas 246,1 mil toneladas.
O avanço também reflete o ganho de produtividade, que saltou de 579 quilos por hectare para cerca de 720 quilos por hectare, demonstrando a evolução do manejo e o uso de tecnologia no campo. Em regiões onde a estiagem ocorre mais cedo como o Araguaia o gergelim tem se destacado como opção de segunda safra e já aparece como alternativa ao milho, dependendo da janela de plantio.
Outro fator determinante para o crescimento é o mercado externo. Atualmente, cerca de 99% da produção mato-grossense é destinada à exportação, com destaque para a China, que abriu mercado para o gergelim brasileiro e ampliou significativamente a demanda pelo produto. O cenário internacional tem incentivado investimentos em pesquisa, melhoramento de sementes e ampliação da área cultivada.
Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso deve alcançar cerca de 400 mil hectares plantados de gergelim na safra 2025/2026, reforçando a tendência de expansão da cultura. O plantio ocorre geralmente entre o final de fevereiro e o início de março, após a colheita da soja, com ciclo produtivo médio de aproximadamente 120 dias.
A produtividade média estadual gira em torno de 700 quilos por hectare, podendo chegar a mil quilos por hectare em áreas com manejo adequado. Produtores também têm adaptado as mesmas colheitadeiras utilizadas na soja para a colheita do gergelim, reduzindo custos e facilitando a adoção da cultura.
Em Mato Grosso, a variedade mais utilizada é a K3, voltada à produção de óleo, enquanto o mercado asiático, especialmente a China, busca principalmente a variedade doce K2, de maior valor comercial. O fortalecimento do gergelim integra ainda uma estratégia mais ampla de diversificação e agregação de valor à produção estadual, com estímulo à industrialização e abertura de novos mercados.
Com tradição produtiva e condições favoráveis de solo e clima, Canarana mantém posição de destaque internacional, contribuindo diretamente para o crescimento da cadeia do gergelim e para o fortalecimento da economia agrícola de Mato Grosso.

