Dois homens foram presos no fim da tarde desta segunda-feira (2) durante uma ação da Polícia Civil do Estado de Goiás, conduzida por equipes especializadas da Delegacia Anti-Sequestro. As prisões ocorreram em cumprimento a mandados judiciais expedidos pela Justiça goiana, no decorrer de uma operação realizada fora do território goiano.
No momento da abordagem, os investigadores apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, abastecida com munição e sem registro legal, além de uma granada do tipo M17, classificada como artefato explosivo de uso restrito das Forças Armadas. Diante da situação, os suspeitos também foram autuados em flagrante pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, crime previsto no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, cuja legislação não permite arbitramento de fiança pela autoridade policial.
Após os procedimentos legais, os presos deverão ser apresentados em audiência de custódia, conforme determina a legislação brasileira.
As apurações da Polícia Civil indicam que os detidos podem estar ligados a um esquema de intimidação e cobranças coercitivas no setor agropecuário. Segundo a investigação, produtores rurais que não conseguiam quitar compromissos financeiros seriam alvo de ameaças, supostamente executadas com o emprego de armas e explosivos.
A polícia também investiga a possível participação da dupla em um atentado ocorrido em Goiás, onde uma granada teria sido utilizada em um ataque contra a residência de um produtor rural, com indícios de que a ação teria sido motivada por dívidas pendentes.
Informações preliminares apontam que os suspeitos passaram inicialmente pelo município de Querência e, posteriormente, circularam a partir de Primavera do Leste. Até o momento, eles não prestaram esclarecimentos sobre o objetivo da permanência na região. No entanto, os investigadores consideram a hipótese de que novas ações criminosas poderiam estar sendo planejadas, considerando o armamento apreendido.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca aprofundar as diligências e identificar possíveis conexões com outros crimes.

