Apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, segue foragida após ser alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta quinta-feira (5). A investigação aponta que ela e familiares teriam movimentado mais de R$ 20 milhões em um esquema ligado ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
Além de Angeliquinha, também foram alvos da operação o pai dela, Paulo Felizardo, a filha Kauany Beatriz e o genro Guilherme Luareth. Mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens foram expedidos pela Justiça, mas apenas a líder do grupo não foi localizada até o momento.
Considerada de alta periculosidade, Angeliquinha está foragida do sistema prisional desde agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela foi condenada a quase 100 anos de prisão por crimes como assassinato, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.
A criminosa ganhou notoriedade no mundo do crime após ordenar, em 2022, a execução de quatro homens que teriam ligação com uma facção rival. Desde então, passou a ser apontada pelas investigações como uma das responsáveis pela atuação da organização criminosa na região de Alta Floresta.
Segundo a Polícia Civil, o núcleo familiar atuava como operador financeiro da facção, utilizando empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas para dar aparência legal ao dinheiro obtido com o tráfico. O grupo também teria usado plataformas de jogos de azar on-line para justificar valores como supostos ganhos legítimos.
As investigações ainda apontam que parte do esquema envolvia a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. O ouro extraído poderia ser utilizado para ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro pelas autoridades.
Enquanto isso, integrantes da família exibiam nas redes sociais um padrão de vida luxuoso, com compra de imóveis, veículos de alto valor e viagens internacionais, comportamento considerado incompatível com a renda declarada.
A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia de Alta Floresta, com apoio de outras unidades da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Fonte: FTN Brsasil

