Juros do rotativo caíram para 415,3% ao ano
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito caiu 26,8 pontos percentuais em janeiro e chegou a 415,3% ao ano, menor nível desde dezembro de 2022. Na mesma linha, a cobrança para quem faz uso do cheque especial também teve queda e figura em 126,6% ao ano, o patamar mais baixo desde janeiro de 2022.
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Os valores fazem parte das Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta sexta-feira (8) pelo BC (Banco Central).
Com a queda, a taxa cobrada daqueles que ficaram com as contas bancárias no vermelho aparece 1,5 ponto percentual a menos do que a apurada em dezembro.
Já no caso do cartão de crédito, na prática, o consumidor que cair no rotativo com uma dívida no valor de R$ 800 precisa desembolsar um adicional de R$ 3.322,40 para quitar o saldo devedor com a instituição financeira após um ano, totalizando uma dívida de R$ 4.122,40. No cheque especial, a mesma dívida mantida por um ano salta para R$ 1.812,80 (+R$ 1.012,80).
As variações ocorrem diante do recente movimento de cortes seguidos da taxa básica de juros. As reduções de 0,5 ponto percentual levaram a taxa Selic a 11,25% ao ano, ante o patamar de 13,75% ao ano, que permaneceu vigente por um ano.
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Consignado
Para driblarem os índices das modalidades com as maiores taxas de juros, os consumidores podem aderir ao empréstimo consignado, que oferece desconto direto na folha de pagamento. A taxa da linha de crédito recuou 0,1 ponto percentual em janeiro e figura em 24,3% ao ano, a menor desde maior de 2022 (24,13% ao ano).
Dentro do consignado, as taxas variam entre os grupos de profissionais, com a menor delas cobrada aos servidores públicos (23,2% ao ano). Para os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e trabalhadores do setor privado, as cobranças figuram em, respectivamente, 23,5% e 38,5% ao ano.

