Um escândalo atinge a Polícia Civil de Sorriso, cidade de Mato Grosso. Mensagens de um suposto grupo interno intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais” usado por policiais de da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que teriam vazado após um aparelho oficial da unidade ter sido roubado, revelam um um possível submundo de violência e desvio de conduta, onde o termo “amor de grade” e diálogos que indicam possível abuso de detentas eram tratados com naturalidade.
O material, que veio a público após o suposto furto do dispositivo, já mobiliza a Corregedoria da Polícia Judiciária Civil do Estado (PJC-MT) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Prints do grupo “DHPP/Assuntos Oficiais” apontam como seria o tratamento dado a mulheres detidas. Em um dos registros, um participante sugere que uma detenta seja abusada sexualmente, “Dá uma escaldada nessa piranha, rapaz, pode comer”.
Investigador indiciado
O caso veio à tôna após denúncia feita por uma mulher custodiada que denunciou ter sido estuprada pelo investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos.
Ele foi preso e nesta sexta-feira (6) a Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou o crime. O servidor foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, após exames periciais confirmarem o abuso sexual.

