O trecho não pavimentado da BR-242 que liga Alto Boa Vista a São Félix do Araguaia, na região nordeste de Mato Grosso, segue sendo motivo de preocupação para moradores, produtores rurais e motoristas que dependem da rodovia. Em estrada de chão, o percurso é marcado por poeira intensa no período seco e por lamaçal durante a estação chuvosa, cenário que compromete a segurança e torna o tráfego lento e arriscado.
Sem pavimentação, o trecho apresenta atoleiros, buracos profundos, erosões laterais e pontos de estreitamento da pista, exigindo manobras cuidadosas, especialmente de caminhões de carga, ônibus escolares e ambulâncias. No período de chuvas intensas, formam-se valetas e grandes poças d’água que dificultam ou até interrompem o fluxo de veículos. Em alguns casos, motoristas aguardam por horas a chegada de máquinas para intervenções emergenciais ou contam com a ajuda de outros condutores para atravessar os pontos mais críticos.
Na estiagem, a poeira levantada pelo tráfego constante reduz a visibilidade e afeta também as comunidades que vivem às margens da rodovia. A situação impacta diretamente a economia regional. A ligação entre Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia é considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária, transporte de mercadorias e acesso a serviços essenciais, como saúde e educação.
A precariedade da via encarece o frete, provoca desgaste acelerado dos veículos e reforça o sentimento de isolamento das cidades do Norte-Araguaia. O problema ainda compromete a integração com outras rotas importantes, como a BR-158 e o chamado Contorno Leste, na altura da Terra Indígena Marãiwatsédé.
A insatisfação é frequente nas redes sociais de moradores e das próprias prefeituras. Entre as manifestações políticas está a do deputado estadual Dr. Eugênio Paiva, que afirmou que a situação atinge toda a região e destacou a falta de manutenção no trecho.
Em vídeo institucional, a Prefeitura de São Félix do Araguaia reconheceu a gravidade do problema, relatando casos de caminhões e ônibus atolados e de carros menores com dificuldades para trafegar. A administração municipal afirma realizar reparos pontuais, mas reforça a necessidade de uma solução definitiva por parte dos órgãos responsáveis.
Para moradores, produtores, comerciantes e estudantes que utilizam a rodovia diariamente, a pavimentação do trecho é vista como medida urgente para garantir segurança, mobilidade e desenvolvimento econômico e social à região.
Fonte Agencia Da noticia

